Doce infância !!!!

Você já prestou atenção nos olhinhos de uma criança vendo uma bolinha de sabão se formar? E quando ela estoura, então? É única a expressão em seus rostinhos. Brincar de esconde-esconde pela casa, que delícia quando são encontrados. Creio que existem várias maneiras de se olhar o mundo, mas esse olhar da infância é sem dúvida especial. Sempre que der, que seja trinta minutinhos do dia, temos que nos dar esses momentos com nossos filhos … Temos que ir bem la no fundinho de nosso interior buscando a criança que esta dentro de nós. Eles precisam e merecem, e nós também …

Ciúmes do irmão mais novo…

Até outro dia, ele era o rei da casa: não precisava dividir o quarto, os brinquedos ou o tempo dos pais com ninguém. Com a chegada do irmãozinho, porém, o mais velho é destronado e perde um pouco a posição especial. O ciúme do irmão mais novo pode acontecer em todos as idades, mas quando a criança tem de 2 a 3 anos, pode ser ainda mais complicado: o mundo dela ainda gira bastante em torno dos pais. É comum que se torne insegura, manhosa. Pode até acontecer de ela voltar a querer a mamadeira ou a fazer xixi na cama, como um bebê. Se o problema é disputar atenção, como lidar com o ciúme? O essencial é mostrar para a criança que ela continua importante. O trabalho pode começar antes mesmo de o irmão nascer. Peça ajuda para escolher o enxoval, os brinquedos novos, incentive a criança a conversar com a barriga. Com o bebê já nascido, tente reservar uma parte do dia para o mais velho. Faça as coisas de que ele gosta, brinque, converse, veja o que ele está achando de tudo aquilo. Se puder, saia com ele um pouco. Peça ajuda para cuidar do recém-nascido também: assim, a criança se sente parte da história. Uma história que está apenas começando e que tem tudo pra ser linda e cheia de cumplicidade…

Convivência entre irmãos …

Os pais tentam dar bons exemplos para garantir que seus filhos sejam adultos educados e felizes. Também se preocupam com as interferências de fora da família, como o que as crianças aprendem na escola e com os amigos. Um novo estudo reforça, porém, algo que eles já suspeitavam: a influência dos irmãos é tão importante quanto a dos pais.

Por conviver nos mesmos ambientes, os irmãos acabam influenciando em situações do dia a dia, dizem os pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que realizou o estudo. Enquanto os pais transmitem os valores, é com o irmão que uma criança tem mais chances de aprender, por exemplo, a ser mais popular na escola. Outra característica relevante é a idade. Caçula, irmão do meio ou primogênito, tanto faz: todos aprendem uns com os outros. O único problema é que a influência vale tanto para coisas boas quanto para coisas ruins.

A psicanalista Silvana Rabello, professora da PUC – SP, diz que essa troca de experiências entre irmãos é normal e esperada. “Mesmo os que não são amigos, desde que vivam no mesmo ambiente, influenciam um ao outro”, diz. Para fazer com que a relação entre eles seja positiva, porém, ela sugere que os pais fiquem sempre atentos aos possíveis conflitos e busquem ajuda para administrá-los, se for o caso. “Comparações, por exemplo, só aumentam a rivalidade e o ciúme.”   Mas e os filhos únicos, ao perder esse tipo de relacionamento, vão ficar para trás? “Obviamente que não”, diz Silvana. “Do contrário, pessoas com muitos irmãos seriam obrigatoriamente mais felizes.” Para a psicanalista, uma saída é oferecer uma vida rica em relações humanas, o que significa incentivar as amizades da criança dentro e fora da família. Pois é assim, como reforça a pesquisa norte-americana, que aprendemos e crescemos.

Sustentabilidade, sociedade e educação…

Atualmente a educação tem por objetivo desenvolver na criança a capacidade resolver problemas, por meio da aplicação dos conteúdos aprendidos e esse processo é mediado pelo professor.  Alem de aprender conceitos, na escola a criança aprende a ser cidadã. Não podemos deixar de trabalhar a educação para a sustentabilidade junto com as crianças. O desenvolvimento sustentável deve ser estimulado na formação delas. O significado de desenvolvimento não deve passar pela idéia de que o progresso chega quando o homem “domina” a natureza, mas que o homem pode conviver com a natureza. Não basta esta idéia aparecer em discursos sem significado, na rotina escolar desde a separação de embalagens na hora do lanche e na elaboração de materiais pedagógicos devemos nos posicionar de forma consciente. A sustentabilidade é meta difícil, porém não impossível de se atingir. É o grande desafio do nosso tempo: criar comunidades sustentáveis, isto é, ambientes sociais e culturais onde podemos satisfazer as nossas necessidades e aspirações sem diminuir as chances das gerações futuras.

 


Animais de estimação para as crianças.

Ele alegra, ensina e até cura. Com os cuidados e a escolha certa, crianças e bichos podem ser uma dupla de sucesso.

Seu filho surpreendeu este ano ao pedir um animal de estimação como presente de Natal? Saiba que o benefício principal destacado pelas famílias que têm bichos, pelos pediatras e até por estudiosos é o companheirismo, pois o animal provoca diversos estímulos na criança. O bebê exercita a coordenação motora fina ao ter de controlar sua força para acariciar um cachorro, um gato, um coelho. Treina a marcha ao engatinhar ou tentar andar (por vezes, correr) atrás do animal. Olfato, visão e audição são provocados pelos sons, cheiros e movimentos dos bichos. Um estudo realizado pela Universidade Loyola, em Chicago, mostrou os benefícios dos animais nos hospitais. Os investigadores afirmam que acariciar um cachorro pode ajudar pacientes internados a reduzir pela metade a quantidade de analgésicos que precisam tomar. Cientistas norte-americanos já haviam revelado também que ter um animal é um ótimo aliado contra o estresse. Os donos dos bichos que participaram do estudo tinham a frequência cardíaca e a pressão arterial significativamente mais baixa se comparados com aqueles que não tinham um animal de estimação. O mascote, sobretudo o cachorro, faz ainda com que a criança exercite sua autoridade num mundo de “adultos-juízes”, que arbitram sobre a vida dela o tempo todo. “Com o animal, ela terá a oportunidade de ser o juiz, mandar e desmandar. Além disso, expõe para a criança o significado de preservação à vida e de limite à dor”, diz a pediatra Sandra Oliveira Campos. Cachorros, gatos, passarinhos, peixes, ratos e até ursos são figuras constantes no universo dos pequenos. Estão no abajur do quarto, no border do papel de parede. São heróis em filmes e em livros infantis. Essa relação é fomentada, criada, incentivada porque, acima de tudo, traz bem-estar. Estudos mostram que o contato com animais ativa áreas do cérebro relacionadas com as emoções. Não é por outro motivo senão a sensação de bem-estar, físico e mental, que terapeutas utilizam da terapia com animais para tratar crianças hospitalizadas ou especiais.

“É um excelente treino para a afetividade”

 

Como garantir uma boa noite de sono depois da maternidade…

Essa é a Nanda. Por ser o terceiro filho ela já chegou da maternidade dormindo no quartinho dela,rsrssr. Mas a Bia e o Pedro me deram um trabalho danado. Na verdade, eu me dei esse trabalho.  A Bia, eu tinha que deitar  junto e só podia levantar depois que ela dormia. Ficava doida quando ela demorava pra dormir. Não podia ter nenhum barulhinho que ela acordava chorando e eu tinha que me deitar  novamente. O Pedro acordava eu entochava a mamadeira, dando um litro quase de leite só durante a madrugada, pra que ele não chorasse. Saber diferenciar o choro do bebê é um dos maiores desafios de pais e mães. As lágrimas expressam diferentes necessidades e vontades do seu filho. E não existe um consenso sobre deixar ou não a criança chorando. Essa polêmica ganhou mais um capítulo com o recém-lançado The Essential First Year – What Babies Need Parents to Know (O essencial primeiro ano – O que os bebês precisam que seus pais saibam). A autora, a psicóloga britânica Penélope Leach, afirma que deixar a criança chorar para pegar no sono prejudica o desenvolvimento cerebral. Penélope se baseou em uma pesquisa não conclusiva que contraria tudo o que a ciência comprovou até hoje. Ela afirma que o bebê dorme porque está exausto e não porque entende que precisa dormir. Além disso, diz que a criança se sente carente por chorar e não obter resposta. Para Márcia Pradella, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono, da Unifesp, essas afirmações são discutíveis. Crianças menores de 3 anos não têm a mesma percepção do adulto no que diz respeito ao abandono. Nessa fase as crianças não têm maturidade neurológica e ainda não são capazes de fantasiar. Por isso é tão importante que você ensine seu bebê a dormir sozinho. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) os bebês só precisam dormir na presença dos pais até os 6 meses de vida, mas você pode fazer essa transição antes. Crianças acostumadas desde os primeiros meses de vida a dormir no berço – no quarto delas e sem a presença dos pais – só choram quando têm algum problema, ao contrário daquelas habituadas ao colo. “O choro faz parte de um ritual do sono, essa é uma das primeiras etapas do amadurecimento”, diz Márcia. Para ela, não tem nenhum problema deixar a criança chorar antes de dormir, pelo contrário. O choro aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro, e isso estimula o desenvolvimento. Apesar de o choro aumentar os níveis de estresse do bebê, isso é normalizado assim que ele para de chorar. “O estresse é um sinal de defesa do organismo, ele só é prejudicial quando é constante”, diz Márcia. Quando você estimula seu filho a dormir sozinho está auxiliando seu desenvolvimento. No começo pode ser difícil, mas você deve ser persistente. Se ele chorar assim que você o puser no berço, tente acalmá-lo (sem tirá-lo do berço) e certifique-se que não há nada de errado. Fique ao lado dele até adormecer. Aos poucos, ele vai conseguir dormir sozinho.

Incentivar sem pressão é a solução…

Esse é o Pedro, meu filho. Procuro canalizar sua energia em esportes. Confesso que nem sempre é fácil, pois quando aparecem os obstaculos ele logo desiste e tenho que usar de muita psicologia infantil pra convence-lo a seguir em frente e enfrenta-los. Todas as crianças têm o direito de ter medo. Mesmo nós adultos que já tivemos várias oportunidades de vencê-los, também temos. O medo é essencial para a sobrevivência do indivíduo, mas a socialização também. É preciso melhorar a autoconfiança, estimular na criança a ideia da superação. E isso só é possível com algumas tentativas. Sozinha, no primeiro obstáculo, ela vai desistir e é por isso que pais e professores têm o papel fundamental de mostrar os caminhos, dar as oportunidades, mas sempre respeitando seus limites, sem jamais pressionar. A metáfora do esporte é perfeita para que nossos filhos aprendam, desde cedo, a vencer obstáculos. Grande parte dos elementos da vida cotidiana está presente em quatro linhas, ou numa raia de piscina, ou numa pista de corrida: o desafio, a disciplina, o tempo para cumprir tarefas, o respeito, a conquista. Existem 33 modalidades esportivas olímpicas, fora a capoeira, surf, dança etc. Dificilmente a criança não vai se identificar com alguma dessas atividades. O mais importante mesmo é incentivar sem pressão…