Sabedoria da avó…


Quando eu for vovó, espero receber a graça de, num dia de domingo,
me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a
minha neta:
– Querida, venha cá.
Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado.
Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
– O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões.
E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.
Por isso, vou colocar mais ou menos assim
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
Satisfaça seus desejos.   Esse é seu direito e obrigação. Entenda que o tempo é um professor paciente,  que irá te fazer crescer, mas
escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim. Aproveite sua casa, mas vá para Europa, nordeste,  Caribe…
Cuide bem dos seus dentes. Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer.  Não corra o risco de envelhecer dizendo “ah, se eu tivesse feito…
Tenha uma vida rica de vida!  Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.  E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor.  Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!  Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você
procure alguém diferente de você.  Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão.  É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta,  e do armário, seus instrumentos
de criação.  Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance
até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais.  Eles te amam para além da sua imaginação, sempre
fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Não cultive as mágoas – porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é
que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida.
Agora é a sua vez.
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

Isso vale para todos nós, pais, filhos, netos, tias e amigas…

Sustentabilidade, sociedade e educação…

Atualmente a educação tem por objetivo desenvolver na criança a capacidade resolver problemas, por meio da aplicação dos conteúdos aprendidos e esse processo é mediado pelo professor.  Alem de aprender conceitos, na escola a criança aprende a ser cidadã. Não podemos deixar de trabalhar a educação para a sustentabilidade junto com as crianças. O desenvolvimento sustentável deve ser estimulado na formação delas. O significado de desenvolvimento não deve passar pela idéia de que o progresso chega quando o homem “domina” a natureza, mas que o homem pode conviver com a natureza. Não basta esta idéia aparecer em discursos sem significado, na rotina escolar desde a separação de embalagens na hora do lanche e na elaboração de materiais pedagógicos devemos nos posicionar de forma consciente. A sustentabilidade é meta difícil, porém não impossível de se atingir. É o grande desafio do nosso tempo: criar comunidades sustentáveis, isto é, ambientes sociais e culturais onde podemos satisfazer as nossas necessidades e aspirações sem diminuir as chances das gerações futuras.

 


Animais de estimação para as crianças.

Ele alegra, ensina e até cura. Com os cuidados e a escolha certa, crianças e bichos podem ser uma dupla de sucesso.

Seu filho surpreendeu este ano ao pedir um animal de estimação como presente de Natal? Saiba que o benefício principal destacado pelas famílias que têm bichos, pelos pediatras e até por estudiosos é o companheirismo, pois o animal provoca diversos estímulos na criança. O bebê exercita a coordenação motora fina ao ter de controlar sua força para acariciar um cachorro, um gato, um coelho. Treina a marcha ao engatinhar ou tentar andar (por vezes, correr) atrás do animal. Olfato, visão e audição são provocados pelos sons, cheiros e movimentos dos bichos. Um estudo realizado pela Universidade Loyola, em Chicago, mostrou os benefícios dos animais nos hospitais. Os investigadores afirmam que acariciar um cachorro pode ajudar pacientes internados a reduzir pela metade a quantidade de analgésicos que precisam tomar. Cientistas norte-americanos já haviam revelado também que ter um animal é um ótimo aliado contra o estresse. Os donos dos bichos que participaram do estudo tinham a frequência cardíaca e a pressão arterial significativamente mais baixa se comparados com aqueles que não tinham um animal de estimação. O mascote, sobretudo o cachorro, faz ainda com que a criança exercite sua autoridade num mundo de “adultos-juízes”, que arbitram sobre a vida dela o tempo todo. “Com o animal, ela terá a oportunidade de ser o juiz, mandar e desmandar. Além disso, expõe para a criança o significado de preservação à vida e de limite à dor”, diz a pediatra Sandra Oliveira Campos. Cachorros, gatos, passarinhos, peixes, ratos e até ursos são figuras constantes no universo dos pequenos. Estão no abajur do quarto, no border do papel de parede. São heróis em filmes e em livros infantis. Essa relação é fomentada, criada, incentivada porque, acima de tudo, traz bem-estar. Estudos mostram que o contato com animais ativa áreas do cérebro relacionadas com as emoções. Não é por outro motivo senão a sensação de bem-estar, físico e mental, que terapeutas utilizam da terapia com animais para tratar crianças hospitalizadas ou especiais.

“É um excelente treino para a afetividade”

 

Como garantir uma boa noite de sono depois da maternidade…

Essa é a Nanda. Por ser o terceiro filho ela já chegou da maternidade dormindo no quartinho dela,rsrssr. Mas a Bia e o Pedro me deram um trabalho danado. Na verdade, eu me dei esse trabalho.  A Bia, eu tinha que deitar  junto e só podia levantar depois que ela dormia. Ficava doida quando ela demorava pra dormir. Não podia ter nenhum barulhinho que ela acordava chorando e eu tinha que me deitar  novamente. O Pedro acordava eu entochava a mamadeira, dando um litro quase de leite só durante a madrugada, pra que ele não chorasse. Saber diferenciar o choro do bebê é um dos maiores desafios de pais e mães. As lágrimas expressam diferentes necessidades e vontades do seu filho. E não existe um consenso sobre deixar ou não a criança chorando. Essa polêmica ganhou mais um capítulo com o recém-lançado The Essential First Year – What Babies Need Parents to Know (O essencial primeiro ano – O que os bebês precisam que seus pais saibam). A autora, a psicóloga britânica Penélope Leach, afirma que deixar a criança chorar para pegar no sono prejudica o desenvolvimento cerebral. Penélope se baseou em uma pesquisa não conclusiva que contraria tudo o que a ciência comprovou até hoje. Ela afirma que o bebê dorme porque está exausto e não porque entende que precisa dormir. Além disso, diz que a criança se sente carente por chorar e não obter resposta. Para Márcia Pradella, coordenadora do setor de pediatria do Instituto do Sono, da Unifesp, essas afirmações são discutíveis. Crianças menores de 3 anos não têm a mesma percepção do adulto no que diz respeito ao abandono. Nessa fase as crianças não têm maturidade neurológica e ainda não são capazes de fantasiar. Por isso é tão importante que você ensine seu bebê a dormir sozinho. De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) os bebês só precisam dormir na presença dos pais até os 6 meses de vida, mas você pode fazer essa transição antes. Crianças acostumadas desde os primeiros meses de vida a dormir no berço – no quarto delas e sem a presença dos pais – só choram quando têm algum problema, ao contrário daquelas habituadas ao colo. “O choro faz parte de um ritual do sono, essa é uma das primeiras etapas do amadurecimento”, diz Márcia. Para ela, não tem nenhum problema deixar a criança chorar antes de dormir, pelo contrário. O choro aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro, e isso estimula o desenvolvimento. Apesar de o choro aumentar os níveis de estresse do bebê, isso é normalizado assim que ele para de chorar. “O estresse é um sinal de defesa do organismo, ele só é prejudicial quando é constante”, diz Márcia. Quando você estimula seu filho a dormir sozinho está auxiliando seu desenvolvimento. No começo pode ser difícil, mas você deve ser persistente. Se ele chorar assim que você o puser no berço, tente acalmá-lo (sem tirá-lo do berço) e certifique-se que não há nada de errado. Fique ao lado dele até adormecer. Aos poucos, ele vai conseguir dormir sozinho.

Incentivar sem pressão é a solução…

Esse é o Pedro, meu filho. Procuro canalizar sua energia em esportes. Confesso que nem sempre é fácil, pois quando aparecem os obstaculos ele logo desiste e tenho que usar de muita psicologia infantil pra convence-lo a seguir em frente e enfrenta-los. Todas as crianças têm o direito de ter medo. Mesmo nós adultos que já tivemos várias oportunidades de vencê-los, também temos. O medo é essencial para a sobrevivência do indivíduo, mas a socialização também. É preciso melhorar a autoconfiança, estimular na criança a ideia da superação. E isso só é possível com algumas tentativas. Sozinha, no primeiro obstáculo, ela vai desistir e é por isso que pais e professores têm o papel fundamental de mostrar os caminhos, dar as oportunidades, mas sempre respeitando seus limites, sem jamais pressionar. A metáfora do esporte é perfeita para que nossos filhos aprendam, desde cedo, a vencer obstáculos. Grande parte dos elementos da vida cotidiana está presente em quatro linhas, ou numa raia de piscina, ou numa pista de corrida: o desafio, a disciplina, o tempo para cumprir tarefas, o respeito, a conquista. Existem 33 modalidades esportivas olímpicas, fora a capoeira, surf, dança etc. Dificilmente a criança não vai se identificar com alguma dessas atividades. O mais importante mesmo é incentivar sem pressão…

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